listeria pode provocar listeriose

LISTERIOSE – PERIGO NA GELADEIRA

Uma bactéria, que se reproduz mesmo nos alimentos “protegidos” na geladeira, provoca listeriose e ameaça as mulheres durante a gravidez bem como as pessoas enfraquecidas por doenças.

Então, a geladeira é tradicionalmente o lugar de conservação dos alimentos. Contudo, muitas vezes nem se imagina o risco que pode haver quando, por desconhecimento ou descuido, a bactéria Listeria reproduz-se e contamina os alimentos ali mantidos.

alimentos na geladeira é preciso tomar cuidado

Os alimentos, quando bem escolhidos, preparados e balanceados, são sempre fonte de saúde. O uso indevido de agrotoxicos pode provocar alergias, intoxicaçoes bem como envenenamentos.

Porém, existem algumas técnicas simples já conhecidas para reduzir esse risco.

A forma de armazenamento também preocupa. Não são raros os casos em que celeiros abafados permitem a proliferação de bactérias em seu interior, danificando de modo irreparável os alimentos ali estocados.

QUALIDADE DOS ALIMENTOS

A qualidade do alimento que ingerimos depende de um longo processo.

A seleção das sementes, o preparo do solo, a colheita, assim também o transporte nos caminhões, o frigorifico dos atacadistas, o freezer do supermercado e, finalmente, a geladeira da nossa casa.

Este “roteiro do frio” é fundamental na conservação dos alimentos. Sendo assim, falhas na temperatura podem permitir a entrada de bactérias sem que o produto altere sua aparência ou odor.

Só vamos perceber os resultados depois de ingerir esse alimento. Em geral, a temperatura adequada e o rigor no controle da validade dos produtos costumam manter-nos a salvo da maioria das bactérias.

BACTÉRIA PODE VIVER NA GELADEIRA?

Existe uma bactéria capaz de sobreviver dentro de nossas geladeiras e que pode significar sério risco para a saúde. Trata-se da Listeria monocytogenes, que provoca uma doença chamada listeriose ou listeríase, que ataca o sistema nervoso, especificamente as meninges.

Listeria monocytogenes bactéria contaminante

Pois bem, a listeriose é uma meningite, que pode ou bão ser acompanhada de uma septicemia (infecção generalizada).

A bactéria continua se proliferando mesmo em alimentos armazenados nos 3 ou 4 graus Celsius de nossas geladeiras.

Portanto, atenção aos prazos de validade de seus alimentos.

QUEM DESENVOLVE A LISTERIOSE?

Quando estamos com o organismo em perfeitas condições de saúde, o próprio sistema imunológico destrói as bactérias sem problemas.

Listeriose pode matar. Tome cuidado com sua geladeira.

Porém, quando existe algum tipo de carência do sistema imunológico provocada pela AIDS, por tratamentos de radioterapia e quimioterapia, assim também transplantes, a doença pode causar sérios danos.

Por essa mesma razão, pessoas idosas e pacientes renais crônicos correm sérios riscos.

Infecção generalizada, meningites bem como encefalites são as sequelas mais severas e podem levar à morte. Outro frupo vulnerável são as mulheres grávidas, pous a listeriose pode provocar aborto.

A letalidade dos recém-nascidos é de 50% e chega quase a 100% quando os sintomas aparecem nos primeiros 4 meses.

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O QUE OS CIENTISTAS DIZEM?

De acordo com estudos realizados nos EUA, Europa e Austrália, a listeriose não preocupa tanto pelo número de pessoas que atinge, mas pela gravidade dos seus efeitos.

Nos EUA, por exemplo, a doença atinge com gravidade cerca de 1850 pessoas por ano, com mais de 400 mortes, incluindo os abortos espontâneos.

A Listeria monocytogenes sobrevive em todo ambiente:

  • Solo;
  • Água;
  • Vegetação;
  • Às vezes até no intestino dos homens e dos animais.

Mas sua presença é mais intensa e frequente em produtos prontos para o consumo e que são estoacdos por longos períodos.

Nesta lista estão:

  • Salsichas;
  • Linguiças;
  • Patês;
  • Queijo frescos tipo minas;
  • Queijos macios como o camembert;
  • Sanduíches prontos para o consumo;
  • Frios pré-fatiados.

Os especialistas lembram que o cozimento desses produtos durante seu preparo eliminaria todo risco, pois a bactérias não resiste à temperaturas de fervura.

LISTERIOSE NO BRASIL

No Brasil, a ameaça da listeriose ainda não chega a preocupar, embora várias mortes já tenham sido atribuídas a essa bactéria. O perigo, no entanto, está presente.

Listeria - bactéria

Uma pesquisa feita em 1998 pelo Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo revelou as dimensões dos riscos.

Em 30 amostras de mortadela, a bactéria foi encontrada em um terço delas. As amostras foram recolhidas em São Paulo, de diferentes fabricantes.

A pesquisa tem mais de 10 anos, mas é relevante para nos alertar.

Os jornais chegaram a divulgar outras pesquisas que confirmaram a presença de Listeria monocytogenes. No Rio de Janeiro a bactéria foi identificada em 41% dos queijos tipo frescal produzidos artesanalmente.

Outra pesquisa, esta em São Paulo, com queijos do tipo frescal de marcas que tinham registros no Ministério da Agricultura, encontrou a bactéria em 10% das amostras.

Por enquanto, a preocupação com a listeriose é maior lá fora do Brasil. Na Austrália e no Canadá, por exemplo, há cartazes nos ônibus e nas ruas chamando a atenção das gestantes e das pessoas doentes para o perigo.

COMO IDENTIFICAR A LISTERIOSE?

O diaganóstico é confirmado como em qualquer outra meningite: isolamento do agente infeccioso no líquor – o líquido cefalorraquidiano – ou sangue.

A identificação da doença pelos seus sintomas é bastante difícil, já que vários dos seus sinais se confundem com uma série de outras enfermidades.

O início é súbito, com febre, dor de cabeça intensa, vômitos e sinais de irritação das meninges. Logo no início, surge delírio, coma e, às vezes, colapso e choque.

Problemas cardíacos e hepáticos são frequentes.

Recomenda-se, em caso de aparecimento dos sintomas, que se procure o médico o mais rápido possível.

Essa doença, que ocorre em todas as estações do ano, é ligeiramente mais comum no sexo masculino. Nos adultos, é mais comum depois dos 40 anos de idade.

CUIDADOS SIMPLES, RESULTADOS EXCELENTES

Os mamíferos domésticos e silvestres, bem como os galináceos, são reservatórios da bactéria, que também encontra-se com frequência na água e na lama.

Na França, depois de uma epidemai que alarmou o país em 1992, a Direção Geral de Saúde divulgou uma série de cuidados a serem tomados pela população. Essas preocupações, na verdade, valem para qualquer outra infecção originária de alimentos.

Como higienizar alimentos de maneira natural e tomar cuidado com a listeriose

Alguns cuidados sugeridos:

  1. Cozinhar longamente os alimentos de origem animal;
  2. Lavar cuidadosamente os legumes e deixá-los de molho em água com uma ou duas gotas de vinagre;
  3. Evitar o consumo de queijos produzidos com leite cru não pasteurizado;
  4. Evitar peixes defumados e as charcuteries; no caso dos salames, preferir os pré-embalados;
  5. Separar alimentos crus dos preparados ou cozidos no interior da geladeira;
  6. Verificar a data de validade dos produtos;
  7. Limpar, desinfectar e verificar a temperatura da geladeira pelo menos a cada dois meses;
  8. Tampar bem os alimentos.

CUIDADOS IMPORTANTES – LISTERIOSE

Os cuidados mais importantes devem fazer parte da rotina diária com a higiene e conservação dos alimentos.

Manter as mãos sempre limpas e evitar o contato de alimentos durante o preparo – por exemplo, uma carne crua que ainda vau passar por fervura não deve estar próxima de verduras e legumesque serão consumidos crus.

Sendo assim, com esses cuidados básicos, que devem fazer parte do cotidiano da cozinha, os riscos de conyaminação ficam sob controle.

Estaremos afastando a ameaça da Listeria monocytogenes e de tantas outras famílias de bactérias e fungos, devolvendo à geladeira a função de conservar os alimentos de modo saudável.

Assim sobrará tempo e tranquilidade para curtirmos o preparo dos nossos pratos prediletos.

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